Consciência, coerência e consistência

Por Carol Manciola| Sócia Diretora |

Apesar de tomarmos decisões a todo momento, o desafio de fazer a escolha certa é constante. Não existe escolha certa, existe sim o melhor processo de tomada de decisão.

“O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas” William George Ward

São vários os momentos da vida nos quais nos deparamos com grandes escolhas. As tais crises existenciais não são somente aquelas nas quais nos perguntamos “quem sou eu?”, “que caminho devo seguir?” ou “por que estou aqui?”. Quase sempre os questionamentos são mais corriqueiros, como quando decidimos por um novo trabalho, uma viagem de final de ano ou o modelo do carro novo.

Apesar de tomarmos decisões a todo momento, o desafio de fazer a escolha certa é constante. Dia desses assisti a um treinamento sobre o tema onde o maior aprendizado foi: não existe escolha certa, existe sim o melhor processo de tomada de decisão.

Essa reflexão me fez pensar sobre o motivo pelo qual algumas pessoas têm sucesso e outras não: as escolhas feitas ao longo dessa jornada fazem toda diferença. Por conta disso, decidi adotar um modelo que agora compartilho com vocês.

1º passo: Estar consciente. Ter clareza da situação atual e dos possíveis impactos de cada escolha é a base da tomada de decisão, em minha opinião, é claro. Não basta olhar ao redor: é preciso olhar para dentro de si mesmo. Segundo o dicionário Aurélio, consciência significa “atributo pelo qual o homem pode conhecer e julgar sua própria realidade; faculdade de estabelecer julgamentos morais dos atos realizados; conhecimento imediato de sua própria atividade psíquica; noção”. Nesse sentido, estar consciente é ter lucidez sobre a situação de forma holística. Apenas estando consciente é possível sentir-se responsável pelos próprios atos. Parece simples, mas não é, afinal quantas pessoas você conhece que vivem culpando coisas e pessoas pelo que lhes acontece?

2º passo: Ser coerente. Se você escolheu um caminho, então deve estar preparado para seguir por ele. Ouço muitas pessoas usarem a frase “cuidado com o que você pede, pois um dia pode se tornar realidade”. Isso é tão incoerente… ter “cuidado” com algo que se deseja não parece inteligente. Prefiro essa frase da seguinte forma: “prepare-se para o que você pede”. Ser coerente é agir de acordo com seus objetivos, afinal apenas definir um propósito não é garantia de realização. É preciso rever suas crenças, quebrar paradigmas não compatíveis com o que se deseja, adquirir novas capacidades, enfim: munir-se de competências. Não espere pelo vento, ajuste as velas.

3º passo: Mantenha a consistência. Algumas pessoas confundem persistir com insistir. Insistência é repetição, é “bater na mesma tecla”, é tentar vencer pelo cansaço. A persistência é tentar de formas diferentes alcançar um objetivo definido. Ser consistente é saber quando insistir e quando persistir. A consistência é algo de intenso fundamento, que tem propósito claro e demonstra força na sua sustentação. Construir bases sólidas é fundamental para manter-se firme no propósito.

Esse é um caminho que parece óbvio, no entanto para algumas pessoas é mais fácil encontrar desculpas para justificar a manutenção do status quo do que desafiar-se a novas maneiras de se fazer as coisas ou de se tornar uma pessoa melhor. Como diria meu amigo Cesar Souza, “você é do tamanho dos seus sonhos”. Lembre-se que para tornar sonhos realidade é preciso estar acordado e disposto. Afinal, a questão não é o preço que se paga, mas o preço que se está disposto a pagar. A promessa pode ser do outro, mas a decisão é sua!

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