Mãe e executiva? Sim, é possível

Segundo informações divulgadas pela consultoria norte-americana McKinsey, mulheres no cargo de liderança aumentam em 21% as chances das empresas alcançarem um desempenho mercadológico acima da média. Quando se trata das razões para este indicador, é possível citar em primeiro lugar a flexibilidade. Afinal, executivas com duplas jornadas adquirem a habilidade de otimizar o tempo ao cumprir diferentes demandas simultaneamente sem perder o fio da meada em nenhuma.

Em seguida, a característica de sensibilidade do público-feminino destaca-se no ambiente corporativo ao priorizar o bem-estar da equipe e consequentemente provocar o crescimento do nível de produtividade enquanto diminui o turnover. Outro benefício da presença das mulheres nas organizações é a competência de observação na qual ao prestar atenção nos detalhes desenvolve-se uma visão sistêmica.

Por fim, a colaboratividade e a comunicação também representam diferenciais da liderança feminina. Enquanto os líderes masculinos tendem a valorizar as próprias capacidades e minimizar as dos colegas, as mulheres preferem exercer um comando horizontal capaz de encorajar o compartilhamento de informações entre o time. Já a paciência para se comunicar de forma acessível por meio da escuta cuidadosa e a dosagem de palavras, deixa os colaboradores mais à vontade.

Apesar da existência de comprovações em relação a eficácia da atuação corporativa de mulheres, o público-feminino ainda enfrenta uma grande barreira durante a busca pelo sucesso no mercado de trabalho: a maternidade. Neste contexto, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) identificou que 50% das profissionais são demitidas no período de até dois anos após o término da licença-maternidade devido a mentalidade de que os cuidados com os filhos são praticamente uma exclusividade delas. Em paralelo ao mindset, adiciona-se o fato de que a licença-maternidade (de 120 a 180 dias) é maior do que a de direito dos pais (de cinco a 20 dias).

Na verdade, a maternidade faz parte do ciclo natural da vida da mulher. Portanto, não deve resultar na escolha de família ou carreira. Diante deste panorama, veja abaixo uma lista de dicas de ações que podem ser realizadas pelo ambiente corporativo a fim de modificar positivamente a realidade feminina.

Mudança de Mindset

A afirmação de que as empresas são os reflexos do time de colaboradores é inegável. Logo, um local de trabalho aberto a políticas de igualdade de gênero é construído por integrantes com uma mentalidade similar. Neste caso, espaços que desejam promover a diversidade devem se atentar a esta questão. Em situações de pensamentos adversos, é preciso idealizar uma mudança de mindset que somente será assertiva se implantada na cultura organizacional porque em vez de ser temporal, a iniciativa continuará a ser propagada.

Debates

Além da modificação do mindset da equipe, a viabilização de debates sobre maternidade no mercado de trabalho também é uma ótima alternativa no momento de facilitar o equilíbrio da vida pessoal e profissional das mães executivas. Por um lado, o projeto é um meio de conscientizar os demais colaboradores a partir da geração de empatia. Do outro, no formato de suporte (como workshops para futuros pais) é um caminho de empoderamento das mulheres com filhos.

Políticas de Integração

Para complementar o quadro de ações em benefício das mães, é imprescindível idealizar programas responsáveis por integrar o âmbito pessoal destas mulheres com o corporativo. Entre as sugestões de políticas organizacionais encontram-se flexibilização da licença-paternidade, espaço destinado a amamentação/berçários, auxílio creche e home office ao longo dos primeiros meses de vida da criança.

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