Muito mais que mãe

Nem no maior dos esforços para exercer a empatia você conseguirá compreender o que significa a maternidade se você não é mãe.

E sinceramente, não é isso que nós esperamos, ou melhor, não é isso que eu espero.

 

Não é porque durante 9 meses meus hormônios ficaram extremamente alterados.

Não é porque durante 4 meses eu me afastei do trabalho para cuidar de um bebê.

Não é porque meus seios racharam para que eu amamentasse exclusivamente durante 6 meses.

Não é porque eu perco completamente a concentração quando o telefone toca e é da escolinha.

 

Até porque essa não é a regra.

Tem mãe que não pariu. Tem mãe que não parou de trabalhar. Tem mãe que não amamentou. E nem por isso, é mais ou menos mãe.

O desafio é entender porque mulheres ainda ficam tão atrás dos homens quando o assunto é salário, promoção e notoriedade.

 

53% dos funcionários das 500 maiores empresas da Fortune são mulheres, mas apenas 6% dessas mesmas empresas são presididas por mulheres.

Esse dado não seria alarmante se a presença na liderança fosse uma questão de performance, mas segundo um estudo lançado pela McKinsey em fevereiro de 2018, ter mulheres em cargos de liderança aumenta em 21% a chance de uma empresa ter desempenho financeiro acima da média.

Os avanços acontecem, mas não na proporção do crescimento da força de trabalho e do desempenho.

 

Atualmente, de acordo com a Organização Mundial do Trabalho (OIT), 49% dos indivíduos no mundo corporativo são mulheres. No Brasil, segundo a pesquisa da International Business Report (IBR) – Women in Business, da Grant Thorntono, o índice de mulheres em cargos de CEOs e de diretorias executivas chegou a 16% em 2017. Em 2016, o indicador era de 11% e, em 2015, de apenas 5%.

Num momento em que se fala de economia do Propósito e da importância da felicidade no trabalho muitas mulheres, após se tornarem mães decidem empreender.

E não é só pela flexibilidade, mas pelo reconhecimento. Por meio do empreendedorismo, os ganhos são mais proporcionais ao desempenho.

Meu depoimento sobre a maternidade em partes, pode ser muito particular, mas sei também que ele representa, cada vez mais, um número de mulheres que entendem que a maternidade é mais uma das identidades que exercemos.

 

Meu filho não é a razão do meu viver, da minha existência ou qualquer coisa do tipo.

Eu não casei para ter filhos. Eu não trabalho somente para dar o melhor aos meus filhos.

Eu sou um indivíduo. Com minhas necessidades, medos, anseios e desejos.E a maternidade me realiza em vários desses aspectos. E ponto.

Não preciso que você se coloque em meu lugar e compreenda como é ser mãe e ser tantas outras coisas.

 

 

Eu nem preciso de um Dia das Mães. Mas já que ele existe e é um dia de homenagens, meu desejo é que sejamos todas homenageadas e presenteadas com RESPEITO.

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