O consumidor do “Novo Normal”

As mudanças que já ocorreram e as que ainda vão acontecer no comportamento da sociedade “pós-Covid-19” vão desafiar negócios, mercados e marcas. Ou melhor, já estão desafiando. O consumidor está mais digital, impaciente, exigente, informado e, talvez um dos pontos que mereça maior “atenção”, o consumidor está mais consciente. Uma coisa é certa: as pessoas querem comprar e se relacionar com marcas que façam algo pelo mundo, e que sejam, de fato, empáticas.

Isso significa que o consumidor não será mais guiado apenas pelas razões racionais na hora de escolher uma marca. Roger Sperry, neurobiologista e cientista norte-americano, no final dos anos 70 desenvolveu a teoria de que poderíamos dividir o nosso cérebro em duas partes: o lado esquerdo (racional) e o lado direito (cognitivo/emocional) do cérebro.

Neste momento que estamos, por mais que o lado esquerdo (racional) do cérebro é responsável pela interpretação lógica das situações, o lado direito (cognitivo/ emocional) está se expandindo com velocidade. Então é preciso ser estratégico, emocional e ressignificar algo do que agora faz sentido para quem está do outro lado. Diversas pesquisas mostram que as marcas mais lembradas no período não necessariamente foram as que estão fazendo mais parte do dia a dia do consumidor, mas sim as que mostraram mais empatia, ou seja, marcas que entenderam as necessidades da sociedade e fizeram a diferença.

Essa crise vai passar, mas ninguém será o mesmo depois dela. O comércio, cada vez mais, precisa ser humano, se conectar e entender o que o cliente quer, precisa e valoriza. Por isso, é essencial, para que se tenha sucesso em vendas, dar significado e ter um propósito em sua atuação. Uma venda mais humanizada faz toda a diferença.

Agora, vamos fazer um exercício. Observe os seus hábitos de compra. O quanto você já se aproxima do perfil do consumidor que emerge no cenário “pós-Covid-19”? É importante, cada vez mais, se atentar a essas características. Isso vale tanto para os consumidores, quanto para as empresas!

Digital – o consumidor foi obrigado a experimentar a tecnologia, por isso os índices de compra on-line tendem a subir se comparados aos vivenciados no período pré pandemia;

Impaciente – tempo é vida! Pra que esperar se eu posso ter agora?

Exigente – mais ofertas aumentam o poder de barganha do consumidor que se torna mais exigente;

Informado – a tecnologia permite ao consumidor ter um volume incrível de informação na palma da mão;

Consciente – a tendência do faça você mesmo e consumo compartilhado ganham força. Entender-se como a natureza torna o consumidor mais conscientes das suas escolhas visando o impacto do consumo no mundo. A reputação da marca também será mais considerada.

Nós da Posiciona Educação e Desenvolvimento acreditamos que toda crise sempre possibilita uma oportunidade de desenvolvimento. Tente identificar quais são as variáveis que impactam o seu negócio. Saiba mudar na mesma velocidade em que o vírus se propaga. Reinvente-se. Você e sua empresa sairão mais fortes dessa crise!

*Fonte – estudo FSB.

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