#ParceirosdePropósito: Como pensar carreira nesse novo contexto

Hoje nossa conversa foi com Hudson Cunha, Head de Gente e Gestão na Orbia, startup do grupo Bayer. Com 10 anos de experiência RH, educação corporativa e efetividade em vendas, Hudson falou um pouco sobre como pensar carreira nesse novo contexto.

Existe um novo olhar quando falamos de carreira, pois antes entregávamos o desenho de vida profissional para a empresa, todo o nosso crescimento dependia apenas dela.

Uma nova perspectiva nos faz pensar que a definição de carreira está voltada ao que fazemos no mundo e como queremos impactar a vida das pessoas.

Pensando nisso, Como fica o papel da organização e do indivíduo na gestão da carreira? Segundo Hudson, a evolução tem a ver com o modelo de gestão das empresas. A cultura do século 20 nos trazia a sensação de programação linear – um crescimento vertical, mas isso não necessariamente trazia resultados diferenciados e nem nos fazia felizes.

Além disso, tínhamos que trabalhar para saciar as nossas necessidades básicas, pois sem elas não tínhamos como pensar em realização profissional.

Antes entrávamos na empresa e a carreira estava desenhada, sabíamos onde poderíamos chegar.

Nos dias de hoje, algumas empresas estão tentando abrir as possibilidades de carreira, pois os colaboradores querem escolher os caminhos a serem traçados nas organizações.

Tudo isso traz diversos desafios a serem trabalhados, pois quando pensamos em uma nova forma de enxergar carreira, novas competências são necessárias e essas mudam com a evolução do mercado e das profissões, colocando em constante movimento, tanto empresa como indivíduo.

Pensando nesse cenário, é essencial pensar em neurociência – pois nosso cérebro é programado para agir de forma linear, ou seja, para “economizar energia”.

Embora essas mudanças e adaptações não sejam fáceis para todos nós o nosso cérebro inova quando juntamos conceitos diversos aos nossos e começamos a enxergar novas possibilidades.

E nesse momento é disso que as empresas precisam, essa flexibilidade da carreira traz um impacto bastante positivo para o futuro das organizações.
Precisamos ver a carreira como ciclo de aprendizagem, buscando coisas novas, temos como consequência o crescimento, tanto o nosso como o de quem está ao nosso redor, ou seja, não temos mais a linearidade de carreira, não precisamos mais nos formar em algo e seguir naquele caminho até o fim.

É preciso lembrar que somos seres humanos e temos múltiplos talentos.
Pensando nisso surgem os novos modelos de carreira – como a carreira proteana e a carreira sem fronteiras. Esses conceitos tendem a adaptar as necessidades de trabalho e carreira para diferentes desafios, nos fazendo repensar o conceito para seguir em novos mercados com as mudanças do mundo.

Fazer essa transição não é algo fácil, usualmente empresas que estão orientadas para a informação tendem a estar mais adaptadas a esse novo modelo.

Algumas empresas estão buscando uma forma de se renovar e outras ainda estão seguindo os parâmetros tradicionais.

Tudo isso depende da cultura e da dinâmica empresarial, pois algumas organizações ainda não têm o mindset de crescimento, mais flexível.
O RH deve promover um ambiente que facilite o autoconhecimento aos indivíduos, para que eles tomem decisões de carreira de forma mais consciente, visando o mercado e as competências necessárias para alcançar a melhor performance, casando tudo isso com o seu propósito pessoal, para que a trilha a ser percorrida faça sentido a eles.

A busca e identificação do propósito é essencial, principalmente no contexto em que vivemos, onde muitas pessoas estão repensando as suas carreiras e o que querem fazer para dar real significado ao trabalho, mas a primeira coisa que precisamos ter consciência é que propósito não é imutável. A medida que amadurecemos, entendemos que podemos encontrar formas diferentes de realizar o mesmo propósito.

Quando falamos de Gestão de carreira, Hudson traz uma frase muito bacana que diz “Carreira é o processo de olhar para si, olhar para o mundo, e dar um passo. Depois olhar para si novamente, olhar para o mundo e dar outro passo”.

Ou seja, a medida em que caminhamos descobrimos formas diferentes de ter realização e está tudo bem.

Nesse período de isolamento precisamos separar momentos para ” nos ouvirmos ” e contarmos a nós mesmos histórias a nosso respeito do que estamos fazendo e como estamos nos sentindo.

Buscar o que fazemos de bom e entender pelo olhar do outro como somo percebidos é essencial, assim entenderemos onde precisamos evoluir e quais são as nossas forças.

LearningON

O primeiro passo é o autoconhecimento. Quanto mais cedo eu perceber qual é o meu propósito, mais rápido eu vou compreender o que quero fazer, porque fazer e com quem fazer.

Se autoconhecimento é a base para desenvolvimento de carreira, APRENDIZAGEM é o segundo passo.

Ao ter o conhecimento de seu propósito é necessário conectá-lo com o novo cenário e fazer perguntas chaves para identificar como você o tem exercido e quais foram os aprendizados que você adquiriu.

Busque soluções para sua carreira dentro e fora das organizações
Você é 80% responsável por sua carreira, mesmo quando alguém não o apoia em sua cadeia de atuação busque pessoas de fora para dar continuidade.

Precisamos saber quem pode nos ajudar nesse processo de construção de carreira, quem pode compor nosso networking, porém de forma genuína, cada um com seu papel, seja para o apoio emocional, seja como meu sponsor, eu preciso definir pessoas, as quais eu admiro e que podem me impulsionar.

A partir dessa identificação preciso traçar estratégias para me conectar a essas pessoas e aí dar o próximo passo.

Mapeie as pessoas que potencializarão o seu processo de aprendizado, mas também mapeei como você pode ajudá-las no processo de aprendizado delas.

Lembre-se, o autoconhecimento não tem prazo para expirar, sempre é tempo para olhar para dentro e repensar sua atuação, desejos e propósito. Nunca é tarde para encontrar o seu lugar no mundo e buscar o que te faz feliz.

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