#ParceirosdePropósito: Equilíbrio em Tempos de Crise

Em nossa quarta live da série #ParceirosdePropósito, estivemos com a Elisa Tawil, especialista em Liderança Shakti e Top Voice Linkedin 20, para falar sobre como manter o equilíbrio em tempos de crise.

O primeiro ponto que Elise trouxe para nós foi a tão discutida “batalha das lives”. Esse excesso de conteúdo gratuito disponível exige de nós uma capacidade extraordinária de CURADORIA, ou seja, de escolha do que é algo que deve ser feito de trás pra frente: defina seu objetivo, entenda o que você precisa para alcançá-lo e, a partir daí, selecione o que faz sentido para VOCÊ, lembrando sempre de considerar as referências de quem está expondo e de sua autoridade no assunto.

O tema Liderança Shakti foi o grande assunto da LIVE, pois esse é o estilo de liderança necessário ao momento. A liderança que foi discutida no momento não se referiu apenas a liderar outras pessoas ou influenciá-las, mas principalmente a maneira de você liderar sua vida.

A liderança Shakti é o equilíbrio entre o feminino e o masculino e isso não tem nada a ver com gênero. Você pode ser mulher e ter um estilo mais masculino e pode ser homem e adotar um estilo mais feminino. O ponto central do processo é encontrar o equilíbrio entre os dois estilos, pois cada momento exige uma postura diferente.

A energia feminina traz elementos essenciais como empatia, cuidado, compaixão, autocuidado. Elementos essenciais, inclusive, dentro de um home office que exige de nós atenção não somente em relação à nossa produtividade, mas a todo resto como casa, comida, crianças, marido, família de uma maneira geral.

A ideia não é forçar a barra para utilizar qualquer uma dessas energias, seja ela masculina ou feminina, mas ampliar nossa consciência em relação ao momento certo de lançar mão de cada uma delas.

E isso reflete em todas as esferas: pública, social, política

Elisa, que é mãe de duas crianças, trouxe de forma muito pragmática a necessidade de reconhecer limites e negociar limites. Para ela, sua produtividade definitivamente é diferente em casa e no escritório. Se num contexto “normal” (se é que essa palavra existe) algumas pessoas são mais produtivas em casa, isso acontecia porque naquela ocasião elas estavam sozinhas, ou seja, sem as interferências comuns no ambiente de trabalho. Agora, o contexto é outro: em casa existem, além de outras interferências, outros desafios, afinal, estamos sem nossa rede de apoio: as pessoas que trabalham conosco em casa foram dispensadas, avós, tios, etc não estão podendo ajudar, e com isso, além de produzir profissionalmente precisamos fazer nossa comida, arrumar a casa, lavar banheiros e cuidar das crianças, do cachorro e por ai vai.

Por isso, a liderança precisa atuar com empatia, entendendo o momento de cada um, seus limites e encontrando soluções viáveis.

Nesse sentido, é fundamental encontrar esse equilíbrio, combinado os dois pólos: o masculino e o feminino.

Elisa reforçou que, a exemplo do BBB – Big Brother Brasil, o ambiente de confinamento reforça características dominantes nas pessoas e isso faz com que aquele controle que nós exercitamos para manter no dia a dia, por vezes, se perca. Ou seja, as máscara caem.

Elisa deu exemplos muito concretos sobre essas questões explicando que, talvez para as mulheres seja mais fácil exercer seu lado masculino porque, de certo modo, a sociedade nos impõe isso há muito tempo. Porém, para os homens, pode ser desafiador, até pelo medo forjado pelo mundo machista em que ainda vivemos, considerar homens com energia femininas fracos. Mas isso não tem nada a ver. Grandes líderes homens são exemplo de energia feminina, como Barack Obama. É preciso que todos nós revisitemos o conceito de SER HOMEM, assim como o de ser mulher.

Somos seres humanos lidando com outros seres humanos. Isso nos torna únicos e cada relação única.

Ao final, ela apresentou os 5 elementos necessários para acessar o nosso Shakti que são:

1 – Presença: uma prática que ela recomendou foi a da meditação. Essa é uma das ferramentas mais poderosas para atingir a presença. Precisamos estar presente com presença, encontrar a calma em meio ao caos. A desconexão é inevitável, mas quando você pratica rapidamente se reconecta.

2- Energia: Precisamos resgatar nossa conexão com a natureza, olhar o planeta, praticar a empatia e a compaixão. Ela comentou que, inclusive, esse vírus é parte da natureza e que precisamos refletir e aprender com esse processo.

3- Integridade: Ser integro é reconhecer onde você é completo e onde você não é. É reconhecer seus limites e aceitar que você é um ser humano. Precisamos nos compreender e manter nossa integridade.

4- Flexibilidade: Ser flexível é ser adaptável, sem perder nossa forma original. Mudando, evoluindo sem perder nossa essência. Sermos quem somos INTEGRIDADE!

5- Congruência: Isso significa colocar tudo isso em prática, de maneira completo, alinhando discurso e prática, desejo e realização. Devemos nos doar a completar nossas tarefas, mesmo sabendo que não somos perfeitos, que erros acontecerão e quem nem sempre chegaremos em primeiro lugar.
É preciso reconhecer nossa vulnerabilidade e ao mesmo tempo ter coragem para agir apesar dela. Elisa disse que quando você sabe o que você não é você se aproxima de quem você é.

Profundo tudo isso, né?

Como mensagem final, Elisa destacou:s
Escolha bons adversários, escolha boas brigas e escolha quem vai estar na arena com você. Permita-se ser humano.

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