#ParceirosdePropósito: Gestão em Tempos de Crise

Hoje na nossa série de Lives “Parceiros de Propósito” recebemos Leonardo Marchi- sócio diretor Praxis Bussiness, consultoria especializada em franquias e varejo, e professor de negócios na FIA. Nosso tema foi: “Gestão em tempos de crise”.

Começamos o papo definindo o que é gestão. A palavra está associada a manejar, dirigir, levar algo no caminho que você deseja. Tem a ver com o conceito de estratégia, assim, gestão é a estratégia em prática.

E crise? Pela psicologia, é um momento de grande mudança. Pela filosofia, está associada a perda da racionalidade. A combinação dessas duas definições nos ajuda a entender as crises, pessoais, econômicas, sociais e profissionais. Logo, podemos definir que atualmente estamos passando por uma crise.

Falamos então que fazer gestão empresarial em tempos de crise envolve vários aspectos, começando talvez pelo mais crítico: o financeiro. O que fazer?

Com as receitas caindo drasticamente as cadeias de valor que dependem de alguém comprar algo, também são impactadas. Isso bate no fluxo de caixa, quem não recebe, não tem caixa para pagar. Com o caixa apertado, precisamos ser criteriosos nos pagamentos. Avaliar o que precisa ser pago e trabalhar com renegociações, preservando a perenidade do negócio. O pior que pode acontecer agora é a empresa ficar insolvente, então é essencial adequar o fluxo de caixa.

Estamos em um momento em que todos estão perdendo, teremos que assumir algum tipo de perda, para que possamos avançar e lá na frente se recuperar dessas situações. As margens dos negócios devem cair em médio prazo, a questão é o que fazer depois.

Mas existe uma diferença para lidar com isso entre as grandes e pequenas empresas. Os pequenos têm relatado dificuldade para acesso a linhas de crédito, pois existe uma burocracia que faz levar tempo para liberação. Para quem está tendo mais dificuldade em conseguir linha de credito, a sugestão é buscar em mais de uma instituição.

E como uma empresa pode pensar em investimentos agora? Olhando para esse cenário de crise e para um futuro próximo, o mundo de março de 2020 não existe mais. Aquilo de lojas cheias, deslocamento diário para os escritórios, isso deve mudar muito.

O mundo ficou mais digital, a transformação digital foi drasticamente acelerada, se tiver que fazer investimento faça em produtos e serviços que facilitem essa transformação, pois é esse novo mundo para o qual temos que nos adaptar, é o novo hábito. Invista em linha de produtos que facilitem o digital.

Esses investimentos não precisam necessariamente envolver grandes desembolsos. Nessa transformação citada, o papel da gestão é essencial para mudar o mindset. A questão é fazer isso com a equipe nessa fase de incertezas?

Nesse momento as empresas vão mostrar se realmente cuidam das pessoas. Aí o Leonardo falou algo muito bacana: O capital humano é único que não deprecia ela aprecia. A questão não é a mudança em si, mas sim a atitude de mudar rápido, sem reclamar, sem perder a energia, pois vai ter que acontecer.

Nessa hora fica muito claro quais são as pessoas que abraçam o desafio e levam a empresa para frente e quais são as que atrapalham, aqueles que, mesmo sendo boas tecnicamente, remam ao contrário. Os líderes estão fazendo escolhas, pegando as pessoas mais engajadas, as que de fato remam a favor, para uma eventual readequação de quadro. Como disse Walt Disney, “é mais fácil contratar comportamento e treinar técnica”.

E o que fazer em relação ao portfólio de produtos nesse momento de crise? Os produtos não devem ficar restritos, pode-se associar serviços como entrega, instalação, garantia etc, para ampliar a receita.

Para quem já trabalha com serviços, o caminho é torná-los mais digitais, usar redes sociais como novos canais de vendas e de comunicação, que agora a cada clique pode acontecer um negócio.

Essa transformação não é apenas para agora, é algo que vai permanecer daqui para frente. Tudo isso já estava no radar do nível executivo, mas foi acelerado para o nível tático.
Mas precisa envolver uma revisão de processos. A maneira de fazer as coisas precisa mudar, mas o processo tem que estar muito bem alinhado a estratégia de negócio.

Importante: a equipe precisa acreditar em tudo isso e incorporar essa ideia. Para isso, treinamento é fundamental, mas não é suficiente. Você até pode tornar uma pessoa competente em algo que ela não era, mas antes precisa trabalhar o mindset.

As pessoas precisam entender o propósito, o sentido em fazer o que está sendo proposto. O propósito empresarial normalmente está ligado ao Ethos, aquilo que estava na cabeça do fundador quando ele criou a empresa. Falamos sobre a história da Lacoste, da Starbucks, e de como coerência e alinhamento são fundamentais.

Resumindo: o treinamento replica o know-how, o saber fazer. É preciso também trabalhar o know-why, deixar claro o por quê de se aprender algo.

Ao longo do papo, nós sugerimos três leituras:
Managing, de Henry Mintzberg;
Dedique-se de coração, de Howard Schultz;
Propósito, de Joe Raymond.

Essas leituras são ótimas oportunidades de aprimoramento, ok?

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