#ParceirosdePropósito: Liderando em Tempos de Crise

Na última live da semana da série #ParceirosdePropósito, conversamos com Arthur Diniz, fundador da Crescimentum. Para ele, liderar é ajudar as pessoas a atingir resultados. O conceito prioriza a relação com pessoas, independentemente da forma.

Confira abaixo os principais pontos discutidos durante o bate-papo!

Você pode liderar sua casa, sua família, sua comunidade e, principalmente, praticar a autoliderança. A liderança precisa empoderar e inspirar as pessoas, o que, naturalmente, dá à equipe bases consistentes para um processo de sucessão.

É preciso refletir sobre a existência de um perfil de liderança de sucesso. É preciso encontrar sua marca de liderança, seu estilo, seu ponto forte. Por meio de seus talentos, você pode se tornar um líder extraordinário.

O primeiro passo para a identificação de seu perfil e pontos fortes é o autoconhecimento. Defina qual sua missão, o legado que quer deixar, o tipo de líder que quer ser e de que forma pretende fazer isso.

O autoconhecimento pressupõe ouvir dos liderados a percepção deles sobre sua atuação e, a partir desse ponto, traçar um caminho e buscar as ferramentas.

Existe uma diferença entre ser líder e gestor. Lidero pessoa e gerencio processos. Posso ser um excelente líder, mas não um bom gestor, e vice-versa. É preciso focar nos pontos fortes e buscar líderes e/ou gestores que se completam.

Lembre-se, não existe a perfeição: “A busca da perfeição leva à mediocridade.”

Preciso ser o melhor que posso baseado no que faço bem, o que vai me tornar extraordinário. Normalmente, queremos focar nos pontos a desenvolver e esquecemos os pontos fortes.

Exercer a liderança em tempos de crise define o verdadeiro líder. Nesses momentos, algumas características como coragem, serenidade e otimismo são fundamentais. O líder precisa atuar com a crença de que dias melhores virão sem perder de vista a serenidade e a transparência para conseguir tranquilizar as pessoas e obter delas o melhor resultado nesse momento.

Coragem é atributo. É preciso sair apenas do discurso e contagiar os liderados. Mas seja realista, demonstre serenidade ajudando a equipe a pensar nos possíveis cenários e visões de futuro, mantenha as pessoas ocupadas. E nunca as abandone, só assim elas se sentir tranquilas e ter a percepção de um futuro melhor. Para tanto, realize a comunicação tanto em grupo como individual.

Em busca do desenvolvimento dessa coragem, a meditação diária é muito poderosa. Trata-se de uma prática milenar que promove tranquilidade e serenidade, sem dar espaço para depressão, angústia e desorientação.

Em tempos de indefinição, podemos exacerbar uma crise de confiança, nas pessoas e nas empresas. O acompanhamento do líder e o contato com transparência e constância tendem a aumentar esse nível de confiança entre os liderados e a ajudar a manter a calma.

Na gestão da crise algumas características do líder podem ser extremadas. Pessoas se aproximam do limite e ultrapassá-lo pode fazer com que seu ponto forte se transforme em uma fraqueza.

Na crise, surgem lideranças inesperadas. Pessoas que antes não assumiam essa posição passam a protagonizar e inspirar pessoas em meio a incertezas.

Sabemos que a crise vai passar, o líder tem de garantir que, na volta das rotinas, as pessoas não percam sua inspiração. Mostrar a elas o que fizeram, empoderá-las, dando feedbacks constates, assegura a manutenção dos potenciais identificados.

Em um contexto de mudanças, a liderança muda também. Hoje, a liderança está remota, sem presença física, o que muda o cenário de atuação em relação aos liderados também. Analisar individualmente cada situação e fazer acordos de convivência como trocar e-mails no fim do dia e fazer reuniões de check-in e check-out diários são essenciais.

O líder precisa saber como as pessoas estão produzindo ao longo dos dias, não pelo controle, mas para saber quais direcionamentos são necessários. Líderes e liderados precisam descobrir como atuar neste momento.

Liderados precisam ter um nível mais alto de atuação e influência. Eles precisam ter a iniciativa de alertar o líder se tiverem a sensação de que que estão sendo apenas controlados e, não, liderados. Isso vale para o líder ou o líder do seu líder. Estão todos no mesmo barco e muito mais sensíveis, na busca pela sobrevivência. É hora de remar junto para não deixar o barco afundar e, às vezes, o líder será mais diretivo e menos democrático.

Quem é responsável por seu desenvolvimento é você mesmo, seja líder ou liderado. Portanto, procure ser proativo e trazer para si a responsabilidade.
A liderança mudou muito os últimos anos, posso ser líder em alguns projetos e liderado em outro. A liderança está focada mais no processo e menos na posição hierárquica: você lidera por essência e não por cargo.

A depender do cenário de cada negócio, preciso olhar o que fazer no momento ideal. Não podemos usar o medo para mover ou paralisar as pessoas, é preciso ter coragem para enfrentar a crise, saber o que fazer de melhor para atuar, sabendo que ela vai passar.

Ser gestor não impede de desenvolver a liderança, mas, se isso não for inspirador, traga alguém de sua equipe que exerça essa liderança e some forças. Em resumo, tenha autoconhecimento, faça análise do contexto e o que pode fazer, cuide de si para depois poder cuidar do outro, mantenha as pessoas ocupadas, para que o medo não tome conta da situação e estabeleça pactos de confiança entre a atuação de gestão e liderança para que não haja a percepção de perda de espaço no seu cargo.

Serenidade é o comportamento mais importante no momento de crise.

Dicas de Literatura:

  • O fator confiança, de Marco Fabossi
  • O Milagre do amanhã, de Hal Elrod
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