#ParceirosdePropósito: Quais os desafios da educação corporativa a partir de agora?

Em nossa primeira live da série #ParceirosdePropósito, “Desafios e Caminhos que vem por aí para os profissionais de T&D e Gestão de Pessoas”, debatemos com Igor Cozzo, diretor da ABTD sobre os desafios da educação corporativa no atual cenário de pandemia de Coronavírus.

Confira abaixo alguns pontos importantes que foram discutidos durante o bate papo!

O que ficou claro é que as pessoas não serão mais as mesmas quando voltarem para os trilhos e o T&D será o grande protagonista nas organizações, não só acolhendo os colaboradores depois de um período diferente de tudo o que já viveram como, também, reavaliando seu próprio papel no futuro da área de Recursos Humanos na empresa.

Hoje, temos muitas lives acontecendo. Elas se assemelham aos nossos encontros no escritório, servem para nos aproximar em tempos de isolamento. Porém, a live por si não entrega o conteúdo certo para as pessoas certas. Sabemos que ela não vai se sustentar, precisamos fazer com que ela evolua e traga o conhecimento e desenvolvimento da capacitação nas empresas. Ela precisa deixar de ser um movimento mais reativo. É necessário agir de forma mais coordenada, e planejada.

“Devemos nos organizar agora, de forma mais clara e objetiva”.
Ninguém tem clareza nem certeza do futuro, e não apenas pelo coronavírus, pois as coisas já estavam mudando rapidamente e vão continuar mudando, precisaremos nos reinventar a cada dia e a cada semana.”

“A grande chave é a capacidade de adaptação de forma ágil”.

Precisamos olhar o ambiente, ajustá-lo como protagonista, sem se comportar como vítima. Todos os segmentos do mercado estão se ajustando aos encontros virtuais e isso vai ocorrer com a área de Educação e Desenvolvimento, faremos tentativas e ajustes para encontrar a melhor solução.

O que mais acelerou a transformação digital da educação nas empresas não foram os movimentos digitais que acontecem por aí e, sim, o coronavírus. O home office já vinha acontecendo e agora quem antes estava desconfiado começa a ver que pode funcionar nas organizações. Isso vai mudar alguns cenários atuais. Aquelas reuniões que, antes eram apenas presenciais, poderão ser realizadas de forma virtual, nos fazendo ganhar tempo e ter mais produtividade. Nessa nova realidade, os encontros presenciais serão aqueles essencialmente necessários.

As escolas precisaram, em uma semana, montar um plano de ação para essa mudança e nós precisamos fazer a mesma coisa, nos reinventar como educadores. O ensino a distância promove isso, é uma redescoberta dessa possibilidade, não significa que o presencial vai acabar, nada substitui 100% algo, o que vai mudar é o jogo da capacitação. A escolha pelo presencial ou virtual será muito caso a caso, vai depender da cultura organizacional.

Algumas empresas já vinham fazendo isso, mas, diante da nova situação, todas precisaram virar a chave mais rápido. A sala de aula invertida emerge como uma ferramenta que poderá ser cada vez mais a chave para esse equilíbrio entre digital e presencial de forma efetiva.

Quem estava na zona de conforto esperando acontecer percebeu que é preciso estar pronto para mudar rápido. E esse foi o grande aprendizado. Hoje, precisamos fazer a troca do conhecimento de forma muito mais ágil, esse é um dos futuros da educação corporativa.

Agilidade é a chave, o desafio passa a ser como fazer acontecer de forma rápida sem prejudicar o conhecimento? O T&D precisa fazer a curadoria, triar, analisar e só depois compartilhar os conteúdos. Precisamos ser especialista em entender o que é relevante de acordo com o contexto das organizações, sempre de forma consciente, coerente e consistente, e olhando o aprendiz, para saber como fazer o desenho da aprendizagem de forma eficiente.

“Conteúdo é rei, a curadoria é a rainha”.

O desafio é fazer as ponderações para saber qual é o “mix ideal para cada organização”. Dentro do cenário econômico que vamos ter até o final do ano, o investimento em T&D será ainda mais estratégico, pois as empresas precisarão de parceiros que as ajudem a criar os conteúdos e utilizar cada um desses formatos.

Só buscamos conhecimento se acreditarmos que isso será algo que nos fará melhor. Por isso, é preciso ter otimismo. Mas não basta ser otimista, precisamos transbordar otimismo, precisamos contagiar as pessoas desse otimismo que nós precisamos ter. Aliás, esse deverá ser o tema do CBTD 2020.

É preciso dar o próximo passo, não apenas para olhar para traz, mas, sim, como seguimos adiante, para ajudar a retomada das equipes e que sejamos estratégicos para os negócios.

“As pessoas estão mais distantes, mas estão mais colaborativas”.

A transmissão do conhecimento não pode parar.
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