#ParceirosdePropósito: Você sabe o que significa comunicação não violenta?

A comunicação não violenta, ou CNV, foi desenvolvida pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg nos anos 60 e, desde então ganhou o mundo.

Hoje, em nossa live Parceiros de Propósito tivemos uma conversa incrível com a Fernanda Dutra que é escritora, palestrante e coach sobre o tema.

Segundo a Fernanda, a CNV é uma metodologia que nos ajuda a enxergar a comunicação além das palavras, ou seja, ela leva em consideração as crenças e os valores dos envolvidos e, também, o ambiente em que a comunicação está acontecendo.

Esse viés, eleva a comunicação a um patamar diferenciado no qual conexão, empatia e autenticidade entram em cena com uma relevância significativa.

Muito bem!
Mas o que é violência? Violência é tudo aquilo que viola a vida!
Mas o que viola pode ser entendido de forma diferente dependendo da pessoa e das circunstâncias.

A Fernanda utilizou um exemplo cotidiano para ilustrar esse ponto.
Suponhamos que eu marquei uma reunião com uma pessoa e me atrasei.
Se essa pessoa estiver muito ansiosa pela reunião e tiver valores rígidos em termos de horário, ela pode se considerar desrespeitada ou violada.

Já, se a pessoa também estiver super corrida, cheia de tarefas e nem se der conta do atraso, ela pode até achar bom o meu atraso, e nem se preocupar com desrespeito ou violação.

E há ainda, um terceiro cenário, no qual a pessoa que me espera, está ansiosa pela reunião, mas ela sabe que estou atarefada e tem afeto por mim, então ela releva o atraso e não se sente desrespeitada ou violada.
Ou seja, para um mesmo estímulo, para um mesmo cenário, as reações podem ser diferentes e tudo depende das crenças e valores envolvidos na comunicação.

Por isso, o primeiro passo para se estabelecer a comunicação não violenta é a conexão: conectar-se com o outro e compreender o que é violento pelo olhar dele.

O segundo aspecto é a empatia: ou seja, ter o entendimento das crenças e valores do outro e o cenário em que ele está inserido.

Falando em empatia, é importante não cairmos na armadilha de achar que vamos, de fato, nos colocar no lugar do outro, mas vamos sim compreender o cenário e o que é valor para ele.

E o terceiro fator é a autenticidade: ou seja, conectar-se com os seus próprios valores, pois é impossível respeitar o outro, sem antes respeitar a si mesmo.

O estabelecimento de uma comunicação não violenta requer autoconhecimento e reflexão.

Perguntas como: por que será que essa pessoa está me tratando dessa forma, ou, o que eu fiz para a pessoa pensa isso a meu respeito? Podem ajudar a refletir sobre como estabelecer relações emocionalmente mais inteligentes.

Para finalizar, apropriar-se dos benefícios do diálogo pode ser uma ótima ideia. Você conhece a origem da palavra Diálogo? Vem do grego e significa palavra divina. Então fique ligado nesses quatro pontos:

  • Conexão
  • Empatia
  • Autenticidade
  • Diálogo

Diante do momento que estamos vivendo, uma boa estratégia é começarmos a não nos violentar no que é essencial, pensar no outro de forma empática e pensarmos no todo do qual fazemos parte.

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